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Mercado de trabalho 2026–2028: os dilemas por trás da atração e retenção de talentos
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Em uma cozinha onde mais de 1.600 refeições são preparadas todos os dias, cada detalhe importa. Da organização das panelas ao cuidado com o cardápio, tudo é pensado para garantir qualidade, segurança e uma experiência positiva para quem está do outro lado: alunos, professores e colaboradores.
É nesse ambiente que Jairo Silva dos Santos construiu sua trajetória na Sodexo. Uma história que começou há mais de duas décadas e que mostra, na prática, como é trabalhar na empresa e ser chef de cozinha em uma escola.
Jairo iniciou sua carreira na Sodexo em 2001 como Oficial de Serviços Gerais. Com dedicação e aprendizado contínuo, percorreu diferentes etapas até assumir a posição de chef de cozinha na St. Paul’s School.
“Eu não comecei exatamente como chefe de cozinha. Comecei como OSG, com muito orgulho”, relembra. Mais do que uma mudança de cargo, essa trajetória representa algo essencial dentro da Sodexo: o desenvolvimento de pessoas ao longo do tempo, respeitando cada etapa.
“Eu entrei aqui com uma perspectiva de crescimento, lógico, né? Mas também respeitando todos os momentos, todas as etapas. E as oportunidades foram surgindo”, conta.
O dia começa cedo. Antes mesmo de a maior parte da equipe chegar, Jairo já está na unidade acompanhando a operação. “Normalmente eu chego entre ali 6h30, justamente para dar esse suporte, dar esse apoio”, explica.
Ele percorre os espaços, verifica se tudo está em ordem, entende possíveis necessidades da equipe e antecipa soluções para o dia. “Eu traço uma rotina baseada nas necessidades do dia a dia. E a cada dia tem suas particularidades”, resume.
Essa rotina de proximidade e cuidado ajuda a garantir que, mesmo diante de imprevistos, a operação funcione com fluidez.
Além de cozinhar bem, no ambiente escolar é necessário equilibrar sabor, nutrição e segurança alimentar.
Na St. Paul’s, os cardápios são pensados para atender diferentes perfis, incluindo alunos com restrições alimentares. Jairo explica que há um trabalho detalhado de identificação dos alimentos servidos.
“A gente faz a identificação de todos os ingredientes, com informações sobre o que tem glúten, o que tem lactose, entre outros alérgenos”, diz ao explicar as informações reunidas nas plaquinhas de identificação e nos telões.
Em casos mais sensíveis, o cuidado é ainda maior, principalmente quando se trata de alergias severas. Nesses casos, o preparo segue um protocolo específico. “É uma comida totalmente restrita, para um aluno só. A gente faz em outra área específica”, explica.
Para ele, qualidade e segurança começam antes mesmo do preparo, com atenção à higiene em cada etapa. “Uma boa comida começa com uma limpeza boa da panela. Se alguém ver uma panela limpa, obviamente ele vai ligar uma coisa na outra”, afirma.
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Ao longo dos anos, Jairo assumiu também um papel importante na gestão da equipe. Participa da operação de forma próxima, acompanha pessoas e ajuda a manter a consistência do trabalho no dia a dia.
Ele destaca que procura preservar valores que considera fundamentais na rotina da cozinha, tanto na forma de trabalhar quanto na relação com as pessoas. “Manter essa qualidade é um padrão que eu gosto de transmitir. Busco trabalhar com segurança alimentar e com um conceito de comida caseira, mais saudável”, explica.
Esse cuidado aparece tanto na relação com a equipe quanto na experiência entregue à escola. A gerente Nathalia Botelho também reforça a confiança construída ao longo dos anos. Ela comenta que a relação da escola com a Sodexo passa pela empresa, mas também pelas pessoas que estão na operação. Para ela, Jairo é uma dessas referências.
Um dos episódios mais marcantes aconteceu quando uma enchente comprometeu o abastecimento de insumos e impactou a operação. Com dificuldade de entrega de mercadorias e equipe reduzida, o cenário exigiu uma resposta rápida. “Nós chegamos aqui somente com 6 funcionários, praticamente”, conta.
Diante da situação, foi preciso alinhar rapidamente com o cliente o que seria possível servir naquele dia. “Eu vou olhar o que eu tenho no estoque e aí eu já dou um retorno”, relembra.
A solução foi montar um cardápio com os recursos disponíveis. “A gente consegue servir feijão, arroz e carne moída”, diz. A refeição foi complementada com fruta e garantiu o atendimento, mesmo em um cenário adverso.
Mesmo com as limitações, o resultado foi positivo. “Ficou todo mundo feliz, satisfeito”, afirma. A solução improvisada acabou sendo muito comentada na escola, reforçando a confiança no trabalho da equipe.
Se dentro da equipe o reconhecimento vem pela confiança, no relacionamento com os alunos ele aparece de forma espontânea. “Todo dia eles querem que eu dê autógrafo para eles”, conta Jairo, com humor.
Ele também participa de momentos em sala de aula, quando é convidado para conversar com as crianças. “Aí eu vou lá, sento lá com eles no chão e vamos conversar”, relata. “As perguntas são as mais interessantes possíveis. Até se eu venho trabalhar de helicóptero.”
Essa proximidade reforça o impacto do trabalho no dia a dia da escola e mostra como a alimentação também pode criar vínculos e memórias afetivas.
A parceria entre a Sodexo e o St. Paul’s atravessa décadas e segue se fortalecendo. Para Jairo, fazer parte desse momento é motivo de orgulho, especialmente em um marco simbólico como o centenário da escola.
“Eu tenho alegria de vir trabalhar. Independentemente da situação, chegar aqui e apresentar aquilo que a gente tem de melhor”, resume.
Trabalhar na Sodexo, na experiência de Jairo, é ter espaço para crescer, desenvolver habilidades e construir uma carreira sólida. É transformar rotina em impacto e, todos os dias, entregar muito mais do que refeições.
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