Dia das Mães: cuidar de quem cuida faz parte do nosso jeito

  • May 07, 2026

  • 12 minutos

Foto de uma mulher beijando o rosto de um menino sorridente. O menino está em primeiro plano, usando uma regata esportiva vinho e azul, olhando para a câmera com um grande sorriso. A mulher aparece ao lado, parcialmente visível, demonstrando carinho.

No Dia das Mães, a maternidade ganha flores, homenagens e declarações emocionantes. Mas, por trás das celebrações, existe uma realidade que nem sempre aparece: a de mulheres que seguem cuidando de tudo, mesmo quando estão cansadas, sobrecarregadas ou precisando de cuidado também.  

Sabemos que ser mãe é administrar rotinas, acolher emoções, equilibrar responsabilidades e, muitas vezes, muitas vezes colocar as próprias necessidades em segundo plano. É uma jornada intensa, atravessada por amor, mas também por renúncias, adaptações e desafios emocionais.  

Neste ano, a Sodexo propõe ampliar esse olhar. Mais do que falar sobre o ato de cuidar, a ideia é refletir sobre algo essencial: quem cuida também precisa ser cuidado.  

A partir das histórias reais de três colaboradoras com contextos completamente diferentes, uma mãe pela adoração, uma mãe atípica e uma mãe vivendo os desafios da primeira infância, esse relatos  reforçam a importância do acolhimento, da saúde mental e da construção de ambientes trabalhos mais humanos para mulheres que conciliam maternidade, carreira e vida pessoal diariamente.

 

Pollianna Lemes: Maternidade por adoção e cuidado compartilhado  

Para Pollianna Lemes, gerente de Recursos Humanos da Sodexo, a maternidade chegou por meio da adoção. Há sete anos, ela e a esposa, Tatiana, receberam Neymar, então com cinco anos, transformando completamente a dinâmica da família e a forma como enxergavam cuidado.  

Antes da chegada dele, a rotina era praticamente dedicada ao trabalho. Com a maternidade, vieram novas prioridades: tempo de qualidade, saúde emocional, reorganização da rotina e presença verdadeira.  

“Foi um período de cuidado mútuo. Quando ele chegou, a gente começou a olhar para nós mesmas de uma forma diferente”, relembra.  

A chegada de Neymar coincidiu com um período intenso: pandemia, adaptação familiar e mudanças profissionais. Foi nesse contexto que o casal percebeu que precisava desacelerar e repensar hábitos.  

“A gente estava vivendo muito no automático. Trabalho, estresse, excesso. E, de repente, entendemos que precisávamos priorizar outras coisas”, comenta.  

Pollianna conta que a maternidade por adoção trouxe desafios muito específicos. Diferente de uma gestação tradicional, ela explica que muitas descobertas acontecem simultaneamente: construção de vínculo, adaptação da criança, questões emocionais e acompanhamento de saúde.  

Com o tempo, vieram também diagnósticos relacionados à aprendizagem, como dislexia e discalculia, exigindo acompanhamento multidisciplinar e ainda mais reorganização da rotina familiar.  

“Você não acompanha cada fase desde o nascimento. Quando a criança chega maior, tudo acontece de uma vez. É vínculo, adaptação, escola, saúde, emoções…”, explica.  

Mesmo diante das dificuldades, ela define a maternidade como um divisor de águas positivo. “A partir dele, eu descobri vontades de viver e de me cuidar que talvez eu não tivesse antes”, afirma.  

A terapia passou a ser uma ferramenta importante nesse processo, primeiro de forma particular e, depois, com apoio dos benefícios de saúde emocional oferecidos pela Sodexo. “Se eu não estiver bem, eu não consigo promover bem-estar nem dentro da minha casa, nem no meu trabalho”, diz.  

Para Pollianna, ampliar o olhar sobre maternidade também significa dar visibilidade para diferentes configurações familiares. 

“É importante falar sobre maternidade por adoção. A gente sente os mesmos medos, inseguranças e sobrecargas. Só que, muitas vezes, tudo acontece ao mesmo tempo.”

Ela define a chegada de Neymar como um grande presente para toda a família. “A maternidade me transformou completamente. Não só porque ele é um garoto incrível, mas porque, através dele, eu descobri forças, vontades e formas de viver que talvez eu nunca tivesse descoberto antes”, afirma.

 

 Mulher de cabelo curto sorrindo enquanto abraça um menino de óculos em um momento de carinho e conexão. Os dois estão apoiados sobre uma mesa vermelha em um ambiente externo durante a noite.

Clarissa Bandeira: a maternidade atípica e o desafio de não se esquecer de si  

Mãe de três filhos, incluindo Antônio, diagnosticado com autismo nível 1, Clarissa Bandeira, consultora de Comunicação da Sodexo, vive diariamente os desafios da maternidade atípica.  

Ela explica que o diagnóstico trouxe uma nova perspectiva sobre desenvolvimento, cuidado e saúde emocional.

 “A maternidade atípica te desenvolve muito como ser humano. Ela muda totalmente a tua visão sobre prioridades e sobre a vida”, comenta.  

Sem uma rede de apoio próxima, Clarissa descreve a rotina familiar como um “quebra-cabeça muito bem encaixado”, em que qualquer imprevisto exige reorganização imediata.

 “Quando uma peça muda, uma criança doente, uma greve na escola, uma emergência, toda a rotina precisa ser recalculada”, explica.  

Ao longo da maternidade, ela também precisou desconstruir a ideia de que conseguiria dar conta de tudo perfeitamente. 

“Durante muito tempo eu achei que precisava fazer tudo. Hoje eu entendo que algumas coisas vão ficar para depois, e isso não me faz menos mãe”, reflete.  

Para Clarissa, abrir mão da perfeição foi uma forma importante de aliviar a sobrecarga emocional e construir uma maternidade mais possível e sustentável. Durante muitos anos, o cuidado esteve totalmente voltado aos filhos, à casa e ao trabalho. O autocuidado ficou em último plano. “Eu me esqueci de mim por muito tempo”, relembra.  

Esse processo de reconexão consigo mesma não aconteceu de uma vez. Começou aos poucos, em pequenos hábitos da rotina. 

“Eu brinco que comecei a me reconectar comigo mesma lavando o rosto de manhã”, conta.  

A partir desses pequenos momentos, ela retomou espaços de cuidado que haviam sido deixados de lado nos anos mais intensos da maternidade. Vieram a atividade física, a terapia, o acompanhamento nutricional e uma nova percepção sobre saúde mental. 

“Quando comecei a me exercitar, senti uma mudança enorme na minha disposição e na forma como eu conseguia estar presente para os meus filhos”, afirma.  

Hoje, Clarissa fala abertamente sobre a importância de quebrar a ideia de que mães precisam viver em constante autossacrifício. 

“Existe uma culpa muito grande em olhar para si. Mas, no longo prazo, a gente entende que se cuidar também é cuidar da família.”  

Ela também destaca o impacto positivo dos benefícios de bem-estar oferecidos pela Sodexo, como Wellhub, terapia e suporte nutricional. 

“O incentivo faz diferença. Às vezes, é justamente esse apoio que ajuda a mãe a perceber que ela também merece cuidado”, comenta.  

Mais do que uma questão individual, Clarissa acredita que o autocuidado também é uma forma de ensinar pelo exemplo. 

“Quando os filhos veem os pais se cuidando, eles aprendem isso naturalmente. O exemplo ensina muito mais do que o discurso”, afirma.

Para ela, a maternidade continua sendo desafiadora, mas hoje existe uma compreensão diferente sobre equilíbrio. 

“Nem tudo vai estar perfeito o tempo todo. E tudo bem. A gente vai aprendendo a recomeçar a cada semana, sem deixar de olhar para si no meio do caminho.” 

 

 Mulher sorrindo posa ao lado de três crianças em um ambiente interno iluminado. Uma menina e dois meninos estão próximos dela, em um momento de família e carinho.

Luisa Ribeiro: Entre a liderança, a maternidade e os pequenos respiros da rotina  

Para Luisa Ribeiro, gerente de Operações da Sodexo e mãe da pequena Isabela, de dois anos, a maternidade mudou completamente sua relação com o tempo, com o trabalho e consigo mesma.  

Antes da filha nascer, a carreira ocupava o centro da rotina. Hoje, ela vive o desafio diário de equilibrar liderança, maternidade e vida pessoal, entendendo que nem tudo ficará perfeitamente sob controle.  

“Todo dia a gente acorda tentando equilibrar os pratinhos. Mas eu já entendi que sempre vai existir algum desequilíbrio”, comenta.

A fase atual da filha tem exigido ainda mais presença emocional. 

“Agora ela quer atenção de verdade. Quer brincar, conversar, me ter ali com ela. E eu precisei aprender a estar inteira nesses momentos”, conta.  

Ao mesmo tempo, Luisa percebeu que precisava parar de se colocar sempre por último. 

“Eu comecei a entender que também precisava cuidar de mim. Porque se eu não estiver bem emocionalmente, eu não vou conseguir ser a mãe que eu quero ser.”  

Esse cuidado aparece em pequenos rituais: ouvir música na estrada, tomar um café em silêncio, reservar momentos de pausa e até manter hábitos simples que ajudam a preservar sua identidade além da maternidade. 

“Fazer a unha, por exemplo, foi algo que eu nunca deixei de fazer. Parece pequeno, mas são coisas que me conectam comigo mesma”, diz.  

Na Sodexo, ela encontrou um ambiente mais acolhedor para viver essa nova fase. Desde adaptações na rotina profissional até flexibilidade para lidar com os imprevistos da maternidade. 

“Existe compreensão de que a vida acontece junto com o trabalho. Isso faz toda a diferença”, afirma. 

 

 Foto de uma mulher e uma criança sorrindo ao lado de um cachorro da raça bulldog francês. A criança está sentada em uma poltrona rosa, segurando um brinquedo e uma xícara pequena, usando vestido xadrez e blusa preta.

Um olhar mais humano para quem cuida todos os dias  

As histórias de Pollianna, Clarissa e Luisa mostram que não existe uma única forma de viver a maternidade. Cada jornada carrega suas próprias descobertas, desafios e aprendizados. Mas todas elas revelam algo em comum: mães também precisam de apoio, acolhimento e espaço para cuidar da própria saúde mental.  

Promover bem-estar vai além de oferecer benefícios. É construir ambientes onde mulheres possam viver suas diferentes realidades sem culpa, com flexibilidade, empatia e suporte verdadeiro.  

Neste Dia das Mães, a Sodexo reforça um compromisso que faz parte da sua cultura: cuidar de quem cuida. 

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