Food Tracker Sodexo: consciência alimentar cresce entre trabalhadores brasileiros, que priorizam refeições mais saudáveis

Estudo revela que 78% dos profissionais associam ultraprocessados a riscos à saúde e detalha como cada geração define uma "alimentação saudável"
A relação dos brasileiros com a alimentação no ambiente de trabalho está mudando. Segundo a pesquisa global Food Experience Tracker, realizada pela Sodexo, os profissionais estão cada vez mais atentos ao que consomem, buscando um equilíbrio entre praticidade e saúde.
O estudo revela um dado relevante sobre o comportamento de consumo atual: 78% dos funcionários consideram alimentos ultraprocessados um risco à saúde, embora reconheçam sua praticidade no dia a dia. Globalmente, 71% compartilham a mesma percepção, reforçando a importância de escolhas mais equilibradas mesmo no ambiente corporativo.
Mais do que apenas evitar determinados produtos, o levantamento aponta o que o brasileiro valoriza. Para 47% dos respondentes, o conceito de alimentação saudável está diretamente ligado a produtos frescos, enquanto 33% associam a alimentos sustentáveis. Isso indica uma tendência clara: o consumidor moderno quer saber a origem do que come e o impacto que isso gera no planeta, desde a cadeia produtiva até o momento do consumo.
O papel das empresas na promoção do bem-estar
Para as organizações, esses dados representam uma oportunidade de cuidar melhor de suas equipes. Cinthia Lira, diretora de Marketing da Sodexo Brasil, destaca que a alimentação corporativa deve acompanhar essa evolução na exigência dos colaboradores.
"Precisamos sempre buscar entender – e atender – as necessidades de nossos consumidores ao longo de toda a jornada de trabalho. Nossa expertise global nos permite criar cardápios equilibrados, que priorizam ingredientes naturais e receitas que respeitam o valor nutricional, sem perder o sabor, contribuindo para a saúde e o bem-estar das pessoas. Nosso compromisso é oferecer refeições que não apenas nutrem, mas que também promovem uma alimentação mais consciente e saudável”, aponta a executiva.
Diferentes gerações, diferentes prioridades
Outro ponto interessante da pesquisa é como a definição de “alimentação saudável” muda conforme a idade. Entender essas nuances ajuda a criar ambientes de trabalho mais inclusivos e atrativos.
Para os mais jovens (de 18 a 34 anos), alimentação saudável é sinônimo de ingredientes frescos e produtos sazonais (da época). Já para o público de 35 a 44 anos, o foco é preventivo, dando preferência por opções com baixo teor de sódio e sem aditivos, enquanto os profissionais de 45 a 54 anos valorizam pratos com "gostinho de comida caseira", na busca por conforto e tradição.
"Dentro do ambiente de trabalho temos reunidas pessoas de diferentes idades e gerações, que possuem expectativas diferentes com relação a alimentação. Isso destaca a importância de oferecer uma ampla variedade de opções para atender às diversas necessidades de saúde e preferências alimentares. Temos visto que colaboradores demonstram maior disposição para deixar organizações que não adotam práticas sustentáveis, reforçando a importância de adotar ações que atendam tanto à saúde dos colaboradores quanto ao impacto ambiental”, reforça Cinthia.
Diante desse cenário, a tendência é que os restaurantes corporativos ganhem maior relevância no dia a dia para atender a uma força de trabalho cada vez mais consciente da saúde, que busca alimentos frescos, locais, sazonais e com rótulos que tragam informações claras sobre a origem, os ingredientes e os benefícios nutricionais.
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