O impacto da alimentação no trabalho

Alimentação pode impactar no rendimento do trabalho

Published on : 21-12-2022
  • Trabalhador que não se alimenta adequadamente pode passar por ciclos de cansaço, faltas ao trabalho, redução da produtividade e acidentes laborais

    Hábitos alimentares saudáveis impactam de maneira positiva tanto na saúde do trabalhador quanto na segurança ocupacional e, consequentemente, na produtividade. Algumas práticas de incentivo à dieta balanceada incluem campanhas de conscientização e apoio de um profissional especializado, como o nutricionista.

    Além disso, benefícios como vale-alimentação e vale-refeição também são exemplos de recursos importantes para que o funcionário possa se nutrir adequadamente.

    A Organização Internacional do Trabalho (OIT) ressalta que as empresas têm um papel importante em contribuir para que os trabalhadores contem com mecanismos que viabilizem uma dieta equilibrada durante a jornada de trabalho e em seu período de descanso. 

    De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, sigla do inglês Food and Agriculture Organization) destacados no livro do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), o custo da má nutrição para a economia mundial é de aproximadamente US$ 3,5 trilhões por ano.

    Obesidade e suas implicações também têm impacto significativo nesse sentido. O mesmo levantamento estima uma perda de US$ 47 trilhões no produto da economia nas próximas décadas em decorrência de problemas crônicos não contagiosos relacionados ao sobrepeso. Combinados aos gastos com saúde, podem levar a um custo maior ainda. 

    Quando um trabalhador não se alimenta corretamente, sua saúde sofre sérios impactos. Isso porque uma nutrição ruim resulta em cansaço, faltas ao trabalho, redução da produtividade e acidentes laborais, além de prejudicar a saúde de maneira geral. 

    A alimentação nutricionalmente adequada, por sua vez, proporciona aumento do desempenho, da renda familiar e da qualidade de vida. O trabalhador se sente mais disposto, falta menos ao trabalho e percebe melhorias na condição de vida e de saúde. 

    Práticas podem incentivar a alimentação saudável

    Algumas atitudes podem ser adotadas tanto pelas empresas contratantes quanto pelos próprios trabalhadores. Para incentivar a alimentação saudável, organizações podem promover campanhas de conscientização com cartazes informativos, rodas de conversas sobre o tema, oficinas e palestras direcionadas à importância nutricional. 

    Além disso, é fundamental que os funcionários contem com recursos necessários para investir numa dieta equilibrada. Vale-refeição e vale-alimentação são benefícios atrativos ao colaborador. Além de contribuírem para retenção e satisfação dos talentos, são peças-chave para ajudar o trabalhador a se programar melhor na hora de escolher refeições e alimentos adequados do ponto de vista nutricional. 

    Devido ao seu histórico de vida, algumas pessoas podem ter dificuldade para adotar uma alimentação saudável. Nesse sentido, o apoio de um nutricionista é imprescindível. A assistência médica também deve ser considerada pelas empresas que investem na qualidade de vida e no bem-estar de seus colaboradores. 

    Hábitos alimentares preocupam

    Publicado pelo Ministério da Saúde, o Guia Alimentar para a População Brasileira aponta uma relação direta entre alimentação, saúde e bem-estar mental e físico. Os padrões de alimentação na maioria dos países, contudo, preocupam entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o próprio Ministério, principalmente em relação aos países considerados economicamente emergentes, como o Brasil. 

    A substituição de alimentos naturais, de origem vegetal ou minimamente processados por produtos prontos para consumo e industrializados é uma das principais preocupações. Conforme o Guia, essas transformações resultam no desequilíbrio da oferta de nutrientes e na ingestão excessiva de calorias, entre outras consequências. 

    Como ter uma alimentação balanceada

    Segundo a OMS, a composição correta para uma alimentação saudável varia conforme as características do indivíduo. A decisão sobre qual o cardápio certo, portanto, é influenciada por fatores como idade, sexo, estilo de vida e nível de atividade física. O contexto cultural e os alimentos disponíveis localmente também devem ser considerados.

    A Organização enfatiza que, quando o assunto é uma alimentação saudável, alguns princípios básicos permanecem os mesmos.

    Frutas, verduras, legumes, nozes e cereais integrais — como milho, aveia, trigo e arroz integral — podem ser ingeridos diariamente por adultos. Além disso, menos de 10% do total da ingestão calórica pode ser de açúcares livres.

    A orientação é para que menos de 30% da ingestão diária seja de gorduras. Desse limite, é preciso priorizar gorduras não saturadas — encontradas no azeite, canola, peixes, soja, abacate e nozes —, em vez das saturadas — como as presentes em carnes, banha, creme, manteiga, queijo, óleo de palma e coco — e das transgênicas.